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A sobrevida do progressismo e a democracia autofágica
Os primeiros resultados das eleições de 2026 mostram um claro avanço da extrema-direita no poder legislativo, conquistando maioria.[1] Sem entrar nos méritos da possibilidade de Lula ganhar ou não a presidência no segundo turno, o cenário que nos será dado em 2027 é pior - e não apenas do ponto de vista institucional. Seja como for, a extrema-direita mais uma vez dá mostras da sua capacidade de conduzir uma “revolta autoritária”, que se alimenta da dinâmica de crise de nossa

Agnes Oliveira
há 19 horas10 min de leitura
A imaginação radical e o legado abolicionista de bell hooks
Cresci em uma família que me ofereceu muito amor. Muitas vezes, esse amor coexistia com a violência, o conflito e o abuso. Durante muito tempo, ainda com auxílio da igreja, aprendi que o amor suportava tudo e que era possível ferir e matar alguém em seu nome. “Faço isso porque te amo”, diziam. Mas, de alguma maneira, eu sabia que aquele ideal de amor, sustentado por uma lógica coercitiva, não podia existir. Lendo bell hooks, encontrei uma compreensão do amor como uma combinaç

viniciux da silva
25 de set.7 min de leitura
Independentes? — Refletindo sobre a atualização do colonialismo e estratégias de resistência, com Maria Rita Casagrande
Independência proclamada por um representante do império que nos colonizou. Indígenas e negros em trabalho escravo e sem direito à terra. Índices elevados de concentração de renda e analfabetismo. Foi nesse cenário que o Brasil foi forjado como independente por D. Pedro I. No presente, as relações de poder em torno da tecnologia deixaram ainda mais evidente a farsa da independência que nos habituamos a comemorar. Para refletir sobre o assunto e apontar estratégias de resistên

Maria Rita Casagrande
7 de set.6 min de leitura
"Sapatão- transmasculine’’ e o perigo das Identidades-Relação nas lutas políticas por dignidade
Resumo: Este pequeno agrupamento de palavras se dedica a traçar um percurso fabulativo sobre as angustias que comumente acometem nossas subjetividades coloniais ao serem convocadas à Relação com proposições de identidades abertas e inegociavelmente relacionais, e que o fazem por exigências éticas e políticas e que não investem em gestos discursivos de encerramento da identidade em uma gramática única e fechada para a radicalidade da diferença e do estrangeiro nelas mesmas.

zeca caru de paula
21 de ago.8 min de leitura
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